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Expatriados · novos residentes · transfronteiriços

O sistema suíço, explicado na sua língua

Quem chega ao Ticino descobre um sistema de seguros diferente de qualquer outro na Europa: obrigatório, privado, de escolha individual e com prazos rígidos. Acompanhamo-lo desde o primeiro dia, sem que tenha de o aprender sozinho.

Uma região internacional

Não é uma exceção: é quase um terço do Cantão

105'542

residentes estrangeiros no Ticino, 29,4% da população (31.12.2024).

8'071

chegadas do estrangeiro registadas no Ticino ao longo de 2024.

141

nacionalidades diferentes convivem só na cidade de Lugano.

3 meses

o prazo legal para se segurar numa caixa de doença suíça após a fixação de domicílio.

Fontes: Serviço de estatística do Cantão do Ticino, Cidade de Lugano, art. 3 n.º 1 LAMal e art. 7 n.º 8 OAMal.

O percurso

Da chegada à vida quotidiana

Cada fase tem os seus prazos. Conhecemo-los e lembramo-los antes que se tornem um problema.

Antes de partir

Verificação das coberturas do país de origem, continuidade dos cuidados de saúde durante a mudança, seguro de viagem e transporte dos bens.

Os primeiros três meses

Inscrição na LAMal de todo o agregado familiar, escolha da franquia (franchise) e do modelo, pedido de redução de prémios (RIPAM) se tiver direito.

A instalação

Recheio da habitação, responsabilidade civil privada, proteção jurídica, veículo, carta de condução e — se tiver rendimento tributável na Suíça — pilar 3a.

O regresso ou a mudança

O que fazer com o 2.º pilar (LPP), o pilar 3a e as apólices em vigor quando se deixa a Suíça, para não perder direitos adquiridos.

As perguntas verdadeiras

Os pontos em que as pessoas se perdem

Não são pormenores técnicos: são as decisões que, tomadas de forma errada nos primeiros meses, ficam connosco durante anos.

O seguro de doença não é o do seu país

Na Suíça é obrigatório, individual — mesmo para os recém-nascidos — e a cargo de cada pessoa, não da entidade patronal. O prémio não depende do rendimento, mas da idade, do cantão e da região de prémio. No Ticino os prémios são os mais elevados do país: a escolha da seguradora, da franquia (franchise) e do modelo vale vários milhares de francos por ano para uma família.

Os complementares subscrevem-se à chegada, não depois

Os seguros complementares (LCA) preveem um questionário de saúde e não há obrigação de aceitação: com a idade ou depois de um diagnóstico podem surgir reservas, exclusões ou uma recusa. Quem chega com boa saúde tem uma janela de oportunidade que convém não desperdiçar.

Trabalhadores transfronteiriços e direito de opção

Quem trabalha no Ticino e reside em Itália, França, Alemanha ou Áustria pode pedir a isenção da obrigação LAMal nos três meses seguintes ao início da validade da autorização G. A escolha vincula todo o agregado familiar e, por regra, é irrevogável: deve ser feita com os números em cima da mesa.

O 3.º pilar reduz o imposto na fonte

Quem é tributado na fonte pode fazer valer as entregas no pilar 3a: até CHF 7'258 por ano se estiver inscrito numa caixa de pensões. Se o rendimento bruto ultrapassar CHF 120'000, aplica-se a tributação ordinária ulterior, com obrigação de declaração até 31 de março do ano seguinte.

O automóvel que traz consigo

O veículo pode ser importado com isenção, como bem de mudança, se tiver sido utilizado no estrangeiro durante pelo menos seis meses, e deve ser matriculado na Suíça no prazo de um ano. A carta de condução estrangeira deve ser convertida no prazo de doze meses. A declaração de sinistralidade da sua seguradora anterior permite-lhe poupar no prémio.

Quando se parte

A prestação de saída do 2.º pilar (LPP) não pode ser paga em dinheiro se mudar para um Estado da UE/AELE e continuar sujeito à previdência obrigatória desse país: a parte obrigatória fica bloqueada numa conta de livre passagem. O pilar 3a e as apólices de vida seguem regras ainda diferentes.

O que fazemos concretamente

Um só interlocutor para toda a família

Acompanhamo-lo em italiano, português e alemão — e em francês nas conversas correntes. Não traduzimos um encontro: temo-lo na sua língua, da análise à gestão do sinistro.

  • Inscrição na caixa de doença de todo o agregado, dentro dos prazos legais.
  • Comparação escrita entre pelo menos três seguradoras, com os prémios reais de cada familiar.
  • Verificação do direito à redução cantonal de prémios (RIPAM).
  • Coberturas de base da vida quotidiana: recheio da habitação, RC privada, proteção jurídica.
  • Análise previdencial e fiscal do pilar 3a para quem é tributado na fonte.
  • Apoio em caso de sinistro, com os formulários e a correspondência tratados por nós.
  • Preparação do dossiê em caso de partida da Suíça.

O português é uma língua de aconselhamento para todos os efeitos: a comunidade lusófona é a segunda do Cantão, depois da italiana. As comunicações oficiais das companhias e das autoridades suíças mantêm-se na língua do cantão: traduzimo-las e explicamo-las consigo.

Perguntas frequentes

Quem chega ao Ticino pergunta muitas vezes isto

A minha entidade patronal não me faz o seguro de saúde. É normal?

Sim. Na Suíça o seguro de doença de base é uma obrigação pessoal, não um benefício da empresa: cada membro da família, incluindo os recém-nascidos, tem de ter a sua própria apólice. A entidade patronal segura, sim, os acidentes profissionais e, se trabalhar pelo menos oito horas por semana, também os não profissionais.

Posso escolher qualquer caixa de doença?

Para o seguro de base sim: todas as caixas têm de o aceitar, sem questionário de saúde e sem reservas, e oferecem por lei as mesmas prestações. O que muda é o prémio, que varia em mais de noventa francos por mês entre uma seguradora e outra na mesma região. Nos complementares, pelo contrário, a companhia pode recusar ou impor limitações.

Tenho filhos numa escola internacional. Muda alguma coisa?

Na LAMal não: a obrigação vale para todas as pessoas domiciliadas na Suíça. O que muda são as necessidades acessórias — responsabilidade civil escolar, acidentes durante as atividades desportivas, coberturas para as viagens de estudo e, por vezes, um seguro de anulação para as propinas. Verificamo-las consigo.

Quanto tempo é preciso para pôr tudo em ordem?

Uma primeira conversa de cerca de uma hora, o tempo de reunir as apólices existentes e os documentos de domicílio, e em geral duas semanas para o dossiê completo. As inscrições urgentes — a caixa de doença em particular — são tratadas com prioridade.

Trabalham também com quem não fala italiano?

É uma parte importante do nosso trabalho. O aconselhamento e a gestão dos sinistros decorrem em italiano, português ou alemão; em francês acompanhamos conversas e correspondência, em inglês a correspondência escrita. O sítio e os documentos de síntese existem em cinco línguas.

Bem-vindo ao Ticino

Comecemos pelas três primeiras coisas a fazer

Diga-nos quando chega e com quem. Respondemos com um plano escrito e os prazos a cumprir.